DICIONÁRIO MONOSSILÁBICO ENCICLOPÉDICO



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INTRODUÇÃO



A Linguagem é a nossa paixão e quem ama guarda. Guardamos as nossas palavras. Das mais pequenas às maiores. Os monossílabos oferecem um mundo económico, mas, ainda assim, rico de possibilidades. Cerca de 50 palavras monossilábicas parecem poder representar tudo o que podemos querer dizer: o Mundo.

Foi por acaso, que este livro peculiar, veio ter às nossas mãos. O Dicionário Monossilábico Enciclopédico de Paulo Japyassú Coelho, é um inventário de palavras formadas apenas por uma sílaba. Escrito no Brasil, em 1943, o dicionário, do tamanho de um livro de bolso, é enciclopédico pois, além de inventariar a linguagem formal e científica, considera o coloquial e as novas palavras com influências do tupi-guarani, atualizando o português com observância das regras da ortografia simplificada promulgadas nesse mesmo ano.

A edição que possuímos é a de 1953, que, sucedendo à primeira de 1944 e à segunda de 1950, foi revista e acrescentada, não sendo conhecida qualquer edição posterior a esta. Podendo-se encontrar-se exemplares de qualquer uma das três edições por cerca de 10 dollars em vários web-sites ou alfarrabistas.



A LÍNGUA PORTUGUESA ENTRE REFORMAS, FORMULÁRIOS E ACORDOS



BASES

O livro é editado e impresso pela primeira vez em 1944, seguindo já as indicações da ortografia simplicada do Formulário Ortográfico de 1943 estabelecido pela Academia Brasileira. Em 1945 é assinado o Acordo Ortográfico entre as Academias Portuguesa e Brasileira.

O Brasil não se envolvera na primeira reforma ortográfica produzida em Portugal, em 1911, que, por sua vez, seguia as linhas gerais das Bases da Ortografia Portuguesa, de 1885, da autoria de Aniceto dos Reis Gonçalves Viana e Guilherme de Vasconcelos Abreu.


A 2ª GUERRA MUNDIAL E AS CRISES NACIONAIS



O Prefácio à 1ª Edição faz referência à tradição charadista mas o contexto internacional em que é concebido é mais propício a outro tipo de jogos e códigos. Em 1942 o Brasil entra na II Guerra Mundial, juntando-se aos Aliados contra as forças do Eixo.

O prefácio da 2ª edição de 1950 é escrito na Nova República e, sendo curto, não nos fornece muita informação.


Já no prefácio da 3ª edição de 1953, escrito cinco meses após a tomada de posse do Presidente Juscelino Kubitschek, o autor dá conta das dificuldades que teve para orçamentar e imprimir esta última edição considerando a quadra de absoluto descontrôle nacional.


SELO JUSCELINO KUBITSCHEK


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