Clarice Lispector

(Chechelnyk, 10 de Dezembro de 1920 - Rio de Janeiro, 9 de Dezembro de 1977)
Foi uma premiada escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. Declarava, quanto à sua brasilidade, ser pernambucana. Autora de romances, contos e ensaios é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, sendo considerada uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano.


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Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX. Inovador desde os seus primeiros livros, a popularidade de Drummond resulta da capacidade de transformar acontecimentos do quotidiano em ideias universais. Retratos da vida comum elevada a poesia. Explore o poema "A meio do caminho tinha uma pedra" em 12 línguas diferentes.


Entre "A meio do caminho"





Herberto Helder

A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio. Em 1964 organizou com António Aragão o "1º caderno antológico de Poesia Experimental" (Cadernos de Hoje, MONDAR editores), marco histórico da poesia portuguesa. Escreveu entretanto "Os Passos em Volta", um livro que através de vários contos, sugere as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, colocando ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano (ficção); "Photomaton e Vox", é uma colectânea de ensaios e textos e também de vários poemas. "Poesia Toda" é o título de uma antologia pessoal dos seus livros de poesia que tem sido depurada ao longo dos anos. Na edição de 2004 foram retiradas da recolha suas traduções. Alguns dos seus livros desapareceram das mais recentes edições da Poesia Toda, rebatizada Ofício Cantante, nomeadamente Vocação Animal e Cobra.


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Fernando Pessoa

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,

[...]

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Mário Viegas

Fundador de três companhias teatrais, a última das quais a Companhia Teatral do Chiado, actuou em Moçambique, Macau, Brasil, Países Baixos e Espanha. Notabilizou-se como encenador, tendo dirigido obras de autores clássicos como Samuel Beckett, Eduardo De Filippo, Anton Tchekov, August Strindberg, Luigi Pirandello ou Peter Shaffer. Pela sua actividade foi distinguido, diversas vezes, pela Casa da Imprensa, pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e pela Secretaria de Estado da Cultura, que lhe atribuiu o Prémio Garrett (1987).

Deu-se a conhecer pelos seus recitais de poesia, gravando uma discografia de catorze títulos, com poemas de Fernando Pessoa, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo, Eugénio de Andrade, Bertolt Brecht, Pablo Neruda, entre outros. Divulgou nomes como Pedro Oom ou Mário-Henrique Leiria.

Na televisão contribuiu igualmente para a divulgação da poesia portuguesa, particularmente com duas séries dos programas Palavras Ditas (1984) e Palavras Vivas (1991). Foi colunista do Diário Económico, onde escreveu sobre teatro e humor. Publicou uma autobiografia, intitulada Auto-Photo Biografia (1995).

Em 1995 candidatou-se a deputado, como independente nas listas da União Democrática Popular, e à Presidência da República Portuguesa (também apoiado pela UDP), adoptando o slogan O sonho ao poder, e buscando apoio no meio universitário lisboeta.


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O Cante Alentejano

O Cante Alentejano é usualmente definido pela estrutura melódica e o tipo de organização performativa que o caracteriza, ou seja, o canto polifónico executado em grupo e sem instrumentos. Divididos entre o Ponto, o Alto e as Segundas Vozes, um grupo de cante alentejano tem como repertório as "modas" que versam, entre outros temas, sobre o trabalho, o amor, a contemplação e a nostalgia. Outras caraterísticas que o distinguem são: a lentidão, a moderação das acentuações, os melismas e certas anomalias harmónicas.

Na sua origem o cante alentejano era prática não só dos homens como das mulheres, ambos trabalhavam no campo, ambos protagonizavam essa prática cultural. Com o declínio da economia tradicional agrícola, com a passagem do cante do campo para as tabernas e, a partir dos anos 30, quando se constituem os primeiros grupos corais formais, silenciam-se as mulheres que até então desempenhavam um papel tão importante como os homens no cante alentejano.


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Monossílabos

Foi por acaso que este livro peculiar veio ter às nossas mãos. O Dicionário Monossilábico Enciclopédico de Paulo Japyassú Coelho, é um inventário de palavras formadas apenas por uma sílaba. Escrito no Brasil, em 1943, o dicionário, do tamanho de um livro de bolso, é enciclopédico pois, além de inventariar a linguagem formal e científica, considera o coloquial e as novas palavras com influências do tupi-guarani, atualizando o português com observância das regras da ortografia simplificada promulgadas nesse mesmo ano.


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Os Sons dos Animais

O cão ladra e o gato mia. Mas sabia que a raposa regouga e o pavão pupila? A utilização de sons no processo de comunicação não é exclusivo dos seres humanos. A comunicação entre os animais é um objeto de estudo fascinante e importante. Escute os sons de alguns dos animais mais conhecidos e saiba como se chamam.


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NHEENGATU: A Fala Boa

Em sua forma original, o tupi, que até meados do século XVII foi o idioma mais usado no território brasileiro, não existe mais. Mas há uma variante moderna, o Nheengatu (fala boa, em tupi), que continua na boca de cerca de 30 000 índios e caboclos no Amazonas.

Sem falar da grande influência que teve no desenvolvimento do português e da cultura do Brasil, Todo dia, sem perceber, você fala algumas das 10 000 palavras que o tupi nos legou. Do nome de animais, como jacaré e jaguar, a termos cotidianos como cutucão, mingau e pipoca.


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